Impressora sem tinta
Diego Pires | 11/06/2008Parece que o mercado da fotografia digital está na busca de um novo Graal: produzir máquinas fotográficas digitais capazes de imprimir suas próprias fotos.

Pois uma empresa chamada Zink (de “Zero Ink”) parece ter uma abordagem que elimina o inconveniente de ter tinta associada ao processo, oferecendo um papel que se colore na presença de calor. Segundo essa nota da The Raw Feed, em parceria com a Polaroid a Zink está trabalhando na nova “Polaroid Digital”
Cansado de ficar sem tinta justamente na hora de imprimir aquele documento urgente ou de ter que pagar praticamente o preço da impressora em um novo cartucho a cada troca? Eleita uma das 10 empresas que devem “mudar as regras do jogo” na sua indústria
A tecnologia patenteada pela companhia norte-americana substitui os cartuchos, toners e afins por um papel especial que traz embutidos cristais microscópicos, protegidos por uma camada de polímero. Na sua forma original, os cristais não são coloridos, portanto o papel se parece com uma folha branca qualquer.
Mas quando entra em ação, a impressora aquece o material, ativando e colorindo os cristais e fazendo com que a imagem se materialize no papel. “O processo de impressão é radicalmente simples. É só acrescentar papel”, comentou Scott Wicker, executivo de marketing da Zink, em entrevista por e-mail.
Qualquer semelhança com as câmeras fotográficas instantâneas não é mera coincidência: a Zink é uma empresa oriunda da Polaroid e até hoje utiliza antigas instalações da companhia em Waltham, Massachusetts, como sede. Em julho deste ano, a Zink adquiriu instalações da Konica Minolta - outra fabricante de câmeras fotográficas - em Whitsett, Carolina do Norte.
De acordo com Wicker, a primeira impressora portátil baseada na tecnologia chega ao mercado no início de 2008, com um preço estimado em 129 dólares. Paralelamente, a Zink trabalha com outros parceiros para garantir o lançamento de mais produtos compatíveis com a tecnologia. “Vamos anunciar uma série de parcerias nos próximos meses”, assegura o executivo.
A impressora portátil vai imprimir imagens no formato de 2″ x 3″ (5,1 cm x 7,6 cm) e a previsão é que um pacote com dez folhas de Zink Paper - o papel especialmente produzido para a impressora - neste formato vá custar 1,99 dólares. “O papel é o único suprimento necessário. Não há custos escondidos”, lembra Wicker.
Outra vantagem da tecnologia é a mobilidade. Além de dispensar os cartuchos, dando margem à redução de tamanho dos equipamentos, as impressoras da Zink não estão sujeitas aos efeitos da gravidade como as tradicionais, portanto, elas podem funcionar em qualquer posição.
“As impressoras podem ser do tamanho do bolso ou embutidas em praticamente qualquer dispositivo eletrônico”, explica Wicker. As câmeras fotográficas digitais e celulares com câmera, por exemplo, são candidatos naturais a embarcar a tecnologia.
“Até o final de 2008 ou início de 2009, o número total de telefones com câmera vai superar a soma de todas as câmeras convencionais e digitais vendidas em toda a história da fotografia”, aponta o executivo. “O mercado de impressão móvel representa uma oportunidade gigantesca”.
Além de portáteis, as impressoras Zink serão mais amigáveis ao meio-ambiente, já que eliminam a geração de resíduos - nada de cartuchos e toners indo parar no lixo. A fabricante também promete maior durabilidade das fotos. “O Zink Paper está sempre seco e não é sensível a luz, como os filmes de antigamente”, destaca Wicker.
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